O Grupo Piracanjuba deu um passo decisivo ao inaugurar, em São Jorge d’Oeste (PR), uma das maiores unidades de produção de mussarela do Brasil, com capacidade projetada para processar até 1,2 milhão de litros de leite por dia. A parceria estratégica com a Tetra Pak foi estabelecida desde a fase de engenharia, garantindo que o projeto incorporasse as mais avançadas tecnologias de automação e controle de processos, alinhadas ao objetivo de elevar o patamar de eficiência da indústria láctea nacional.
Na fase de Engineering Work Agreement (EWA), equipes multidisciplinares definiram fluxos de produção, seleção de equipamentos e parâmetros operacionais. Entre as inovações, destaca‑se o sistema de membranas para padronizar a relação caseína‑gordura, primeiro desse tipo no Brasil, que assegura maior uniformidade na qualidade da mussarela e reduz perdas de matéria‑prima. Além disso, a planta conta com soluções integradas de recepção e estocagem de leite, CIP avançado, pasteurização e padronização, proporcionando um ciclo produtivo mais rápido e com menor consumo energético.
Do ponto de vista ambiental, a unidade foi projetada com 54 mil m² de área dedicada a sistemas de reaproveitamento de água e geração de biogás a partir de resíduos, atendendo às exigências cada vez mais rigorosas do MAPA e do SIF quanto à sustentabilidade e ao manejo de subprodutos. Essa abordagem não só diminui o impacto ambiental, como também gera economia operacional significativa, reduzindo custos de energia e água – fatores críticos para a competitividade no setor.
Um dos diferenciais estratégicos da planta é a preparação para o aproveitamento do soro, subproduto da produção de queijo. Dados do SIF e do MDIC apontam que 54 % do consumo nacional de whey protein concentrado (WPC) ainda é importado. Ao viabilizar a produção interna de concentrados proteicos, lactose em pó e até requeijão, a Piracanjuba pode transformar um custo de importação em uma nova fonte de receita, atendendo à crescente demanda por alimentos ricos em proteína e opções mais saudáveis.
Para os tomadores de decisão – donos de laticínios, engenheiros de alimentos e consultores – a nova fábrica representa um case de sucesso em investimento de capital (CAPEX) aliado a retorno operacional (OPEX) otimizado. A Consulak recomenda avaliar a adoção de tecnologias semelhantes, sobretudo em projetos de expansão que considerem automação avançada, controle de qualidade baseado em membranas e estratégias de sustentabilidade. Alinhar essas iniciativas às normas do MAPA e às diretrizes do SIF garante não apenas conformidade regulatória, mas também posiciona a empresa à frente das tendências de mercado, reduzindo a dependência de importações e ampliando a margem de lucro.
📰 Fonte: MilkPoint — Giro de Notícias