Um estudo de caso realizado em uma propriedade de Chapecó (SC) demonstrou que a taxa de prenhez, que se encontrava abaixo de 50 %, ultrapassou a marca dos 70 % em apenas um mês após a adoção de um produto mitigador de micotoxinas na dieta das vacas.
Micotoxinas – metabólitos secundários produzidos por fungos como Fusarium – são reconhecidas por comprometer a saúde, a produtividade e, sobretudo, a eficiência reprodutiva dos bovinos. Revisões sistemáticas publicadas na Pesquisa Veterinária Brasileira relacionam compostos como zearalenona, fumonisinas, ocratoxina A, deoxinivalenol e toxina T‑2 a alterações hormonais, falhas de implantação e menor taxa de concepção. No caso em questão, três micotoxinas foram detectadas na silagem, embora seus nomes e concentrações não tenham sido divulgados, o que impede uma atribuição exclusiva ao produto utilizado.
Do ponto de vista regulatório, o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o SIF (Serviço de Inspeção Federal) exigem controle rigoroso da qualidade dos insumos alimentares, incluindo limites máximos para aflatoxinas, fumonisinas e outras toxinas. A legislação vigente recomenda a realização de análises laboratoriais periódicas e a adoção de estratégias de mitigação comprovadas. Estudos como o publicado no Journal of Animal Science mostram que a eficiência de adsorventes varia conforme o tipo de micotoxina, o pH do rúmen e a formulação do produto, o que implica custos adicionais sem garantia de eficácia se a escolha for feita sem diagnóstico prévio.
Além da escolha do mitigador, a prevenção começa no campo: manejo adequado da cultura de milho, colheita no ponto ideal de matéria seca, compactação correta, vedação eficiente do silo e monitoramento da temperatura e do odor durante a armazenagem. A inspeção visual, embora útil, não substitui a quantificação laboratorial das toxinas. A Consulak, com sua expertise em projetos de PAC (Programa de Análise de Conformidade) e rotulagem, pode apoiar a implementação de protocolos de controle que integrem análise de risco, seleção de adsorventes e treinamento de equipe.
Recomendações estratégicas para gestores de laticínios:
- Instituir um programa de monitoramento periódico da silagem (amostragem e análise laboratorial) alinhado aos limites MAPA/SIF.
- Mapear quais micotoxinas são mais recorrentes na região e selecionar adsorventes com comprovada eficácia para esses compostos.
- Realizar análise de custo‑benefício: comparar o investimento em mitigadores com o ganho potencial em taxa de prenhez, produção de leite e redução de perdas reprodutivas.
- Integrar os resultados de controle de micotoxinas ao plano de manejo reprodutivo (condição corporal, protocolos hormonais, controle de doenças uterinas) para identificar rapidamente desvios de performance.
- Documentar todas as etapas no rótulo do alimento, atendendo às exigências de rastreabilidade do MAPA e facilitando auditorias do SIF.
Em síntese, o caso de Chapecó evidencia que a mitigação de micotoxinas pode ser um diferencial competitivo, mas seu sucesso depende de diagnóstico preciso, escolha adequada de produtos e de um manejo de forragem que minimize a contaminação desde a lavoura até o cocho. A Consulak está preparada para conduzir esses processos, garantindo conformidade regulatória e otimização dos indicadores reprodutivos.
📰 Fonte: MilkPoint — Giro de Notícias