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🎶 Vacas ao som de música aumentam produção: o que o laticínio pode ganhar

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🎶 Vacas ao som de música aumentam produção: o que o laticínio pode ganhar

Na fazenda Sítio Rô, em Rio Novo do Sul (ES), o produtor Edson Michael Rohr mantém um rádio ligado há cerca de 15 anos enquanto cuida de aproximadamente 30 vacas. O hábito, que inclui gêneros que vão do forró à música clássica, tem sido associado a um aumento significativo na produção de leite – a vaca Girolanda Luana, por exemplo, chega a gerar cerca de 200 litros por semana, muito acima da média nacional.

O efeito fisiológico está ligado ao bem‑estar animal. Segundo o zootecnista Gercílio Alves de Almeida (UFES), a música cria um ambiente calmo que favorece a liberação de oxitocina, hormônio responsável pela descida do leite durante a ordenha. Ao mesmo tempo, ruídos agressivos (motores, latidos, gritos) elevam a adrenalina, inibindo a mesma ação e reduzindo o rendimento. Essa relação entre estímulos sonoros e produção já foi confirmada em estudos científicos sobre enriquecimento ambiental.

Do ponto de vista estratégico, a prática se alinha às exigências do MAPA e das normas de bem‑estar animal (SIF), que incentivam ambientes que minimizem o estresse. Além de atender à legislação, o produtor reduz custos com intervenções veterinárias e medicamentos, já que animais mais tranquilos apresentam menor incidência de mastite e outras patologias relacionadas ao estresse.

Financeiramente, o retorno é rápido: o investimento é praticamente nulo – um rádio portátil e energia elétrica – enquanto o ganho potencial pode chegar a 10 % a 15 %** de aumento na produção, conforme relatos de produtores que adotaram a técnica. Em um rebanho de 30 vacas, isso representa mais de 600 litros extras por semana, o que, ao preço médio do leite, pode significar milhares de reais adicionais mensais.

Para replicar o sucesso, recomenda‑se manter a rotina sonora: escolha de músicas suaves (clássicas ou instrumentais), volume moderado e constância diária. A prática deve ser combinada com outras ações de enriquecimento – presença do bezerro, massagem nas glândulas mamárias e manejo gentil – e monitorada por indicadores de produção (pesagem de leite, frequência de ordenha) para validar os resultados.

O mercado consumidor está cada vez mais atento ao bem‑estar na cadeia produtiva. Laticínios que documentam práticas de enriquecimento ambiental podem obter certificações de qualidade e explorar nichos premium, agregando valor à marca. A Consulak, com sua expertise em projetos de PAC e rotulagem, está pronta para assessorar fazendas na implementação de programas de bem‑estar que atendam à legislação e potencializem a rentabilidade.

📰 Fonte: G1 — Agronegócios