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🚨 UE aperta regras de antimicrobianos: o que isso significa para as exportações brasileiras de laticínios 🥛

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🚨 UE aperta regras de antimicrobianos: o que isso significa para as exportações brasileiras de laticínios 🥛

O Ministério da Agricultura publicou, em 1º de julho, nova circular que altera as exigências para exportação de carne e derivados ao bloco europeu. A medida responde à ameaça da União Europeia de suspender embarques a partir de 3 de setembro, caso o Brasil não cumpra a proibição ao uso de antimicrobianos em animais de produção. O objetivo central é garantir que os lotes destinados à UE estejam acompanhados de controles auditáveis que comprovem a rastreabilidade completa dos materiais e dos animais.

Protocolo de Certificação para Bovinos Livres do Uso de Medicamentos Antimicrobianos foi criado por portaria em 29 de maio. Embora a adesão seja voluntária, ela se torna indispensável para quem pretende manter acesso ao mercado europeu. O processo inclui a contratação de certificadora credenciada, assinatura de termo de adesão, elaboração de planos sanitário e nutricional e comprovação documental de controle sobre os fármacos proibidos, com emissão de certificado em até sete dias após vistoria.

Para o setor de laticínios, o recado é claro: a UE já impõe limites rigorosos de resíduos de antibióticos em leite, queijos e derivados. Embora a norma citada seja direcionada à carne bovina, a lógica de rastreabilidade e auditoria se estende a toda a cadeia produtiva de alimentos de origem animal. Assim, produtores de leite que ainda não adotam sistemas de monitoramento de antimicrobianos podem enfrentar barreiras semelhantes, sobretudo se pretendem ampliar exportações para a Europa.

Com a UE respondendo por 5,8% das exportações brasileiras de carne bovina – o terceiro maior destino após China e Estados Unidos – o bloco já demonstra seu peso estratégico. No segmento lácteo, a Europa também figura entre os principais mercados, especialmente para queijos artesanais e leite em pó. A perda de acesso a esse canal representaria não apenas redução de receita, mas também danos à reputação internacional dos produtos brasileiros.

Para os tomadores de decisão em laticínios, a recomendação imediata é iniciar a revisão dos protocolos internos de uso de antimicrobianos, integrar sistemas de rastreabilidade digital e buscar certificação junto a organismos reconhecidos. O investimento em auditorias regulares, aliado a um plano de manejo sanitário alinhado às exigências europeias, pode reduzir custos de não‑conformidade e abrir portas para novos acordos comerciais, como o já vigente acordo UE‑Mercosul.

Em síntese, a atualização regulatória no setor de carnes sinaliza uma tendência de maior rigor da UE em toda a cadeia de produtos de origem animal. Antecipar-se a essas exigências, adotando boas práticas de controle de resíduos e transparência documental, posiciona os laticínios brasileiros como parceiros confiáveis e protege a competitividade no mercado global. A Consulak está pronta para apoiar a implementação desses processos, oferecendo consultoria especializada em projetos, PAC e rotulagem que atendam às normas MAPA/SIF e às demandas internacionais.


📰 Fonte: G1 — Agronegócios

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