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🥛 Lácteos La Fortuna eleva a cadeia produtora com financiamento direto e assistência técnica

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🥛 Lácteos La Fortuna eleva a cadeia produtora com financiamento direto e assistência técnica

A Lácteos La Fortuna iniciou suas operações focada na produção de queijos, mas, ao longo dos últimos anos, ampliou seu portfólio para leite UHT e bebidas lácteas. A recente entrada de novos acionistas transformou a gestão de modelo familiar para uma estrutura corporativa, impulsionando um crescimento de 21% no último exercício financeiro e permitindo a expansão da distribuição para novas regiões do país.

O marco da evolução foi o programa Soy Tambero – “sou produtor de leite” – criado há cerca de seis anos. Nesse período, a empresa revisou seus critérios de pagamento por qualidade, substituindo o tradicional teste de redutase por contagens de aeróbios mesófilos e células somáticas. A mudança exigiu mais do que comunicação; foi necessário aproximar‑se dos produtores, compreender as limitações das propriedades e oferecer conhecimento que se traduzisse em resultados concretos.

Para superar as barreiras financeiras identificadas, a La Fortuna estruturou um sistema próprio de financiamento usando capital interno. Após avaliação documental prévia, os recursos são liberados para investimentos como implantação de silagem ou aquisição de equipamentos, com o pagamento descontado diretamente no ciclo de entrega do leite. O modelo apresenta inadimplência muito baixa, reflexo do rigor na concessão de crédito alinhado à real capacidade produtiva de cada fornecedor.

Paralelamente, a empresa firmou parcerias estratégicas com o setor público, destacando a colaboração com o programa de controle e erradicação da brucelose bovina do SENACSA. Enquanto a iniciativa privada custeou serviços veterinários e mão de obra, o Estado forneceu vacinas e agilizou as autorizações, ampliando o alcance a pequenos criadores que normalmente ficam à margem das políticas públicas. Visitas recorrentes e abordagens iterativas foram adotadas para promover a mudança cultural nas fazendas.

Os resultados são mensuráveis: 81% do leite processado apresenta índice abaixo de Log¹0 CBT 5,6 (≈400 mil UFC/mL). As médias de gordura subiram de 3,78 % para 4,08 % e a proteína de 3,22 % para 3,44 %. Atualmente, 79% do volume supera 3,7 % de gordura e 65% ultrapassa 3,4 % de proteína**. Esse aumento de sólidos eleva o rendimento industrial sem necessidade de ampliar a infraestrutura de coleta ou o número de vacas, gerando maior eficiência e margem de lucro.

Em um cenário nacional onde pequenos produtores abandonam a pecuária leiteira por falta de margem, a estratégia da La Fortuna – “disputar litros vs. construir litros” – se destaca como modelo de sustentabilidade. O próximo passo inclui a padronização dos processos e o fortalecimento de parceiros de ração e insumos agrícolas, garantindo que a sucessão familiar ocorra em fazendas financeiramente viáveis. Essas iniciativas serão apresentadas no Dairy Vision, evento que reunirá mais de 500 executivos do setor em Atibaia (SP), reforçando a posição da La Fortuna como referência em inovação e competitividade na cadeia láctea brasileira.

📰 Fonte: MilkPoint — Giro de Notícias