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🥛 Investimentos estaduais alavancam a cadeia leiteira de Correntina e ampliam a rentabilidade

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🥛 Investimentos estaduais alavancam a cadeia leiteira de Correntina e ampliam a rentabilidade

O apoio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia, viabilizou a implantação do laticínio da Central de Associações de Agricultores Familiares de Correntina (CAAF) há quase três anos. Esse investimento público‑privado representa um marco para o Oeste baiano, onde a falta de estrutura de processamento historicamente limitava a comercialização do leite produzido por pequenos agricultores.

Expansão da produção: o laticínio iniciou suas operações com cerca de 30 L/dia e, atualmente, recebe entre 600 L e 700 L diários mesmo na estiagem, alcançando até 3 mil L nos períodos de chuva. Essa capacidade permite processar aproximadamente 150 mil L de leite por mês, o que garante fluxo de caixa regular para dezenas de famílias e cria uma base sólida para negociação com programas institucionais como o PAA e o PNAE, além de abastecer cerca de 50 estabelecimentos comerciais locais.

Valor agregado e diversificação: a unidade já produz iogurtes de morango, coco e ameixa em diferentes embalagens e está em fase de certificação para lançar iogurte de 1 L e queijo muçarela. Essa ampliação do portfólio eleva o ticket médio, reduz a dependência de um único canal de venda e abre portas para contratos com redes de varejo e distribuidores regionais, aumentando a margem de contribuição dos produtores.

Impacto direto nos produtores: o caso do agricultor familiar Jesuano Santana ilustra a transformação. De duas vacas e 20 L/dia, ele passou a ter seis animais, produzindo até 150 L diários, graças ao comprador garantido e ao pagamento mensal regular. O aumento de renda possibilitou investimentos em melhoramento genético, inseminação artificial e expansão de áreas cultiváveis, gerando um ciclo virtuoso de produtividade e qualidade.

Implicações estratégicas para gestores de laticínios:

  • Alinhar a operação às normas do MAPA e do SIF para acelerar certificações e ampliar a gama de produtos.
  • Estruturar contratos de fornecimento com programas governamentais (PAA, PNAE) para garantir volume de compra estável.
  • Investir em tecnologia de processamento que permita escalabilidade sem perda de qualidade, reduzindo custos unitários.
  • Desenvolver estratégias de branding regional que valorizem a origem familiar, atendendo à crescente demanda por produtos artesanais e sustentáveis.

Para os tomadores de decisão, o modelo de Correntina demonstra que investimentos focados em infraestrutura de processamento, aliados a políticas de apoio ao pequeno produtor, podem gerar retorno econômico rápido, melhorar a competitividade da cadeia leiteira e criar novas oportunidades de mercado tanto no segmento institucional quanto no varejo premium.


📰 Fonte: MilkPoint — Giro de Notícias

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