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🧪 Alga marinha corta emissões de metano em vacas leiteiras em até 82% sem perder produção – oportunidade estratégica para laticínios

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🧪 Alga marinha corta emissões de metano em vacas leiteiras em até 82% sem perder produção – oportunidade estratégica para laticínios

Um estudo de cinco meses, conduzido com 21 bovinos, demonstrou que a inclusão de cerca de 80 g diários de Asparagopsis taxiformis na dieta reduz em até 82 % a emissão de metano sem comprometer o ganho de peso dos animais. O grupo controle, alimentado de forma convencional, apresentou desempenho idêntico, indicando que a suplementação não afeta a produtividade produtiva.

O efeito está ligado à capacidade da alga de inibir uma enzima chave do processo de fermentação ruminal responsável pela produção de metano. Além da diminuição das emissões, análises sensoriais do leite revelaram nenhuma alteração nas características organolépticas, corroborando resultados anteriores da mesma equipe em sistemas de produção de leite e carne.

Para os gestores de laticínios, esses achados abrem caminho para estratégias de redução da pegada de carbono alinhadas às exigências do MAPA e da SIF, que vêm avançando em normas de rotulagem de emissões e incentivos a projetos de ação climática (PAC). A adoção de Asparagopsis pode gerar diferenciação de mercado, possibilitar certificações verdes e até mesmo reduzir custos operacionais associados a multas ou compensações de carbono.

Entretanto, a viabilidade comercial ainda depende da escala de produção da alga. Atualmente, a espécie não está disponível em volumes que atendam a toda a pecuária brasileira, exigindo investimentos em sistemas de aquicultura terrestre e marinha. Além disso, a incorporação do suplemento em sistemas de pastejo extensivo representa um desafio logístico, pois a alimentação controlada é mais fácil em confinamento ou sistemas de alimentação suplementar.

Recomendamos que os tomadores de decisão avaliem projetos piloto em unidades de produção onde a dieta pode ser monitorada, estabeleçam parcerias com fornecedores de biotecnologia e acompanhem de perto a evolução regulatória sobre emissões de gases de efeito estufa. A integração dessa tecnologia pode transformar a sustentabilidade em vantagem competitiva, preparando o negócio para as exigências futuras do mercado e da legislação.


📰 Fonte: MilkPoint — Giro de Notícias

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