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🥛 Recorde de produção leiteira: genética avançada e bem‑estar dobram a produtividade em 24 anos

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🥛 Recorde de produção leiteira: genética avançada e bem‑estar dobram a produtividade em 24 anos

Em junho, a vaca Jornada Montross FIV LPN, da raça Girolando, estabeleceu um novo marco mundial ao produzir 112,65 kg de leite em 24 horas, totalizando 337,95 kg em três dias de competição. Embora esse desempenho seja excepcional, ele ilustra uma tendência consolidada no setor: a produtividade média das vacas brasileiras mais que dobrou nos últimos 24 anos, mesmo com 35% menos animais no rebanho.

O principal motor desse salto está na seleção genética. Pesquisadores da Embrapa apontam que o gir leiteiro, tradicionalmente pouco produtivo, evoluiu de cerca de 2 mil kg por lactação para 5 mil kg, enquanto o Girolando – cruzamento entre Holandês e Gir – atinge média de 7 mil kg por lactação, adequando‑se ao clima tropical. Essa melhoria genética reduz a necessidade de reposição de animais, impactando diretamente nos custos de aquisição e manejo.

Entretanto, vacas de alta produção exigem condições de bem‑estar e conforto térmico mais rigorosas. Estresse por calor, ruídos ou manejo inadequado pode reduzir a produção em até 30%. Propriedades que investem em sombra, áreas de pastagem, baias exclusivas e monitoramento veterinário, como a fazenda de Rodrigo Nogueira Ferreira, conseguem extrair o potencial genético máximo, ao mesmo tempo em que atendem às exigências do MAPA e das normas do SIF referentes ao bem‑estar animal.

Outro pilar da produtividade é a alimentação. A combinação de pastagens diversificadas (gramíneas e leguminosas) com rações concentradas de alta densidade nutricional eleva o ganho de energia e proteína, mas também representa um dos maiores custos operacionais. Estratégias de otimização, como análise de qualidade de forragem e formulações customizadas, podem melhorar a relação custo‑benefício, permitindo que o aumento de produção compense o investimento em insumos.

Para os tomadores de decisão, o cenário indica três áreas estratégicas de foco: (i) ampliar programas de melhoramento genético em parceria com instituições como a Embrapa; (ii) investir em infraestrutura de bem‑estar que esteja alinhada às normas MAPA/SIF, reduzindo riscos de sanções e agregando valor de marca; e (iii) adotar tecnologias de nutrição de precisão para controlar os custos de ração. Essas ações não só sustentam o crescimento da produção, como também fortalecem a competitividade do leite brasileiro nos mercados interno e externo.

📰 Fonte: G1 — Agronegócios