A chegada do inverno e a estiagem prolongada reduzem drasticamente a disponibilidade de pastagem verde, condição que afeta diretamente a produtividade de rebanhos leiteiros. Nessa fase, a silagem surge como o principal insumo para garantir a manutenção do ganho de peso e da produção de leite, ao mesmo tempo em que protege o fluxo de caixa do produtor contra a necessidade de vender animais para equilibrar custos.
Case Pederneiras (SP): o pecuarista Paulo Vitor Garcia destina 40% de sua área ao cultivo de milho, reconhecido como o grão mais eficiente para a formulação de silagem. Ele armazena até 100 toneladas de silagem sob lonas, permitindo a conservação por longos períodos e evitando a venda de animais durante a estação seca. Essa prática reduz custos operacionais ao eliminar a compra de concentrados externos e gera segurança de abastecimento, aspecto crítico diante da volatilidade dos preços de ração. Além disso, a operação está alinhada às normas do MAPA e ao Sistema de Inspeção Federal (SIF), que exigem controle de umidade e fermentação para garantir a qualidade microbiológica da silagem.
Do ponto de vista nutricional, a silagem fornece fibra estrutural essencial para a ruminação, ao mesmo tempo em que entrega energia fermentável que sustenta a produção de leite. O zootecnista Márcio Luiz de Oliveira destaca que, sem a fibra adequada, os bovinos perdem eficiência na produção de energia, resultando em queda de produção e maior risco de distúrbios metabólicos. A manutenção de níveis adequados de acidez (pH) e a presença de ácidos láticos são indicadores de silagem de qualidade, requisitos que impactam diretamente nos índices de conversão alimentar.
Case Ocauçu (SP): a pecuarista Dárcia Fiabane adota a técnica DDG (Dry Grains and Distillers), que combina massa de milho, sorgo e casca de amendoim diluída em água. Essa mistura complementa a silagem, suprindo energia adicional nos momentos de maior demanda metabólica, como lactação intensiva. O DDG apresenta custo-benefício competitivo, pois utiliza subprodutos da indústria de óleo e álcool, reduzindo a dependência de grãos de primeira linha e contribuindo para a sustentabilidade da cadeia produtiva.
- Redução de custos de ração em até 15%;
- Melhoria da taxa de conversão alimentar;
- Maior estabilidade de produção de leite durante a estiagem.
Para os gestores de laticínios, a incorporação de silagem e estratégias como o DDG deve ser planejada como parte de um Projeto de Alimentação e Controle (PAC) robusto. Isso inclui a avaliação de CAPEX para estruturas de armazenamento, a definição de protocolos de monitoramento de qualidade (pH, temperatura, contagem de microrganismos) e a adequação às exigências de rotulagem de alimentos de origem animal. Em um cenário de demanda crescente por laticínios e preços de insumos voláteis, a silagem oferece uma ferramenta de mitigação de risco que pode melhorar a margem operacional.
A Consulak, liderada pelo especialista Wilson Silva, está preparada para apoiar laticínios na implementação de projetos de silagem, otimização de PAC e conformidade regulatória, garantindo que sua operação mantenha produtividade e rentabilidade mesmo nos períodos mais desafiadores.
📰 Fonte: G1 — Agronegócios
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2Fg%2FJ%2FVxuLaHQPqh4sa6CsoW4A%2Fbau-pasto-inverno-290626-frame-5460.jpeg&w=1920&q=75)